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Ku

Vazio / vacuidade

A ausência de essência fixa em tudo; a não-dualidade de puro e impuro. Contraponto: a teologia apofática (Pseudo-Dionísio, A Nuvem do Não-Saber) chega perto pela via negativa, mas o "nada" cristão é excesso de Deus, não ausência de essência.

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A teia (o que toca isto)
Matsuo BashōBassui TokushōKamo no ChōmeiBodhidharmaDōgenEndō ShūsakuEnninEn no GyōjaGyōkiIkkyū SōjunIngenKakubanKakure KirishitanKeizan JōkinYoshida KenkōKūkai (Kōbō Daishi)KūyaMujū IchienMiyamoto MusashiMusō SosekiMyōeNichirenNishida KitarōOkakura TenshinSen no RikyūRyōkanSaichōSaigyōSengai GibonSesshū TōyōSuzuki ShōsanShōtoku TaishiSōgiYamamoto TsunetomoJusto Takayama UkonYagyū MunenoriA bananeira que se rasga — o nome, a inutilidade e a beleza da solidãoAdoecido em viagem — os sonhos que vagam pelos campos secosO velho tanque e a rã — o instante comum virando eternidadeA carta ao homem à beira da morte — o que ouve não morreOlhar direto na própria natureza — kenshō, não as formas de foraQuem é o mestre que ouve? — a pergunta que vira a lanternaO apego ao desapego — amar a própria pobreza é ainda apego?Os cinco desastres — o dossiê contra a loucura de se apegar a casasO rio que passa e a espuma que some — a impermanência dos homens e das casasO braço na neve: traze-me tua mente e eu a apaziguo"Nenhum mérito": Bodhidharma diante do Imperador WuNove anos de cara pra paredeVoltei de mãos vazias — olhos horizontais, nariz verticalQuando o Estado derrete os Budas — a perseguição de HuichangO que se faz com o que se trouxe — a volta e o HieiO bodhisattva do povo — o monge que saiu do templo pro meio da genteO Grande Buda — a arrecadação do povo e o rebelde cooptadoA caveira no Ano-NovoQuem é que recita o nembutsu?O feijão que leva o nome dele — e o bisturiO Nome que já é o teu fôlego — o nembutsu esotéricoO incêndio de Kōyasan — monge contra monge, e o exílio para NegoroO segundo Kūkai — o título que veio 547 anos depoisA reforma que quis unir os ramos — a ambição de refundar o ShingonA transmissão da luz — a chama passada mente a menteAs flores não só no auge — a beleza do incompleto e do que já caiuA segunda flecha — não contar com o depois, atirar agora com tudoContra o apego — a ganância, a ostentação e o homem que junta o que a morte espalhaAs horas vagas — o ócio que pensa e o pincel que verteO orvalho de Adashino — a impermanência que faz a belezaA estrela-d'alva na cavernaO mestre que esperavaDuas refeições por dia pra um homem que morreu em 835O ponto que faltou na placa do portãoO santo do mercado — o Nome desce pra ruaMorrer virado pra luz — a boa morte do santo do mercadoOs mortos que ninguém quis — nome, fogo e oraçãoSeis Budas saindo da boca — o Nome que toma formaAs cinco escolas sob um teto — profundidade ou covardia doutrinária?Respeita os budas e os deuses, mas não dependas delesO picanço no galho seco — o espadachim que era também grande pintorA caverna Reigandō — escrever o Vazio no fim da vidaO quinto anel — a maestria pelo esvaziar-seDiálogos num sonho — o Zen ensinado a um homem de poderO Kokushi de sete cortes — a autoridade do monge no centro do EstadoO jardim como zazen — pedra, areia e musgo como caminho de despertarO tapete de musgo e a impermanência no verde — o vazio que se atravessaFundar o Tenryū-ji para o espírito de Go-Daigo — o monge e o poder que depôs o imperadorA carta de amor a uma ilha — a ternura por tudo o que existeA orelha cortada — consagrar o corpo, e o bisturi do excessoA Roda que Esmaga — a crítica ao atalho e a defesa do bodhicittaMeditando na forquilha do pinheiro — a oração no meio da naturezaO diário dos sonhos — quarenta anos anotando o que o sagrado sussurra à noiteA cabana Nyokodō — a leucemia acamada virada ofertaA experiência pura — o ver antes de haver quem vêA filosofia nascida do luto — os filhos mortos, a esposa paralisadaO nada absoluto — o fundo sem fundo de todas as coisasO nada e a mística cristã — a ponte com Eckhart, e a Escola de Kyoto com BarthUma religião da arte de viver: o Teaísmo e a beleza no lugar da féAs folhas sacudidas sobre o caminho varrido — a perfeição que inclui o imperfeitoAs ipomeias cortadas e a flor única — o wabi como subtraçãoA porta de sessenta centímetros — a igualdade dentro da cabanaO último chá e o poema à adaga — morrer sem tremer sob o tiranoO broto de bambu e os piolhos ao sol — a ternura por tudo que viveA folha que cai mostrando as duas faces — o poema de morte e a carta do terremotoO ladrão e a lua — quisera ter-lhe dado a lua da janelaO mestre que virou aluno e foi rejeitadoMorrer sob as flores — o pedido que a morte atendeuAs lágrimas de Ise — chorar diante do sagrado sem nomeA humildade do mestre — o abade que virou porteiro dos pobresA rã e o Buda — "se sentar bastasse, toda rã já seria iluminada"O círculo, o triângulo e o quadrado — a imagem que se recusa a fechar sentidoO poema da morte e o "Zen fofo" — o que Sengai deixou e o que Suzuki fez deleO Zen que ri — o pincel tosco e a arte dada de graçaA tinta respingada — um mundo inteiro em poucos traçosMeus mestres foram as montanhas e os rios — a natureza como escolaO rato desenhado com lágrimas — a vocação que não se deixa prenderA tinta como oração — o pincel como zazenO branco que carrega a pintura — o poder do não-pintadoO samurai-monge que refutou o Deus cristão — o problema do malA energia da morte como fogo da prática — encarar a finitude para viver ferozO samurai que virou monge — largar a espada no auge da vitóriaA disciplina de ceder o verso — comunhão ou apagamento de si?O Caminho do guerreiro se encontra na morte — viver como quem já morreuO chá e a cruz — o discípulo de Rikyū que soltou de verdadeEspada e Zen são um só — o ofício mundano como via inteiraTomar a espada sem espada — o cume é não precisar cortarbosatsugyō 菩薩行 — a compaixão que desce às mãosbunbu ryōdō 文武両道 — a via dupla da pena e da espadadenkō 伝光 — a transmissão da luzdōhansha 同伴者 — o companheirodoronuma 泥沼 / numachi 沼地 — o pântano do Japãofueki-ryūkō 不易流行 — o eterno e o mutável juntosfushiki 不識 — "não sei"haboku 破墨 — a tinta partida, a espontaneidade da mão treinadaheihō 兵法 — a estratégia como Via de tudohijiri 聖 — o santo sem temploichigo ichie 一期一会 — um encontro, uma vez na vidajunrei 巡礼 — a peregrinação, o corpo em risco pela buscaKakure Kirishitan 隠れキリシタン — os cristãos escondidoskaresansui 枯山水 — o jardim seco, a paisagem de pedra e areiaken-zen ichinyo 剣禅一如 — espada e Zen são um sókenshō 見性 — ver a própria naturezama 間 — o intervalo, o vão, o espaço-entre〇△□ maru-sankaku-shikaku — o círculo, o triângulo e o quadradomono no aware 物の哀れ — a beleza pungente do que passamukyōkai 無教会 — o cristianismo sem igrejamushin 無心 — a não-mentenenbutsu-kōan 念仏公案 — "quem é que recita o nembutsu?"renga 連歌 — a poesia encadeada, a via feita a muitas mãossabi 寂 — a beleza da solidão e do desgastesetsuwa 説話 — o conto didático budistashikantaza 只管打坐 — apenas sentarshokuzai-ai 贖罪愛 — o amor redentorsokushin jōbutsu 即身成仏 — Buda neste corpotonsei 遁世 — deixar o mundo, a via da reclusãotsurezure 徒然 — o ócio que vira viawabi 侘 — a beleza da pobreza e da faltayohaku 余白 — o branco que sobra (e que carrega tudo)yume 夢 — o sonho como via do sagradozettai mu 絶対無 — o nada absolutoO Deus desconhecido — o sagrado intuído antes do nomeA Divindade além de Deus — o Nada de onde brota o Deus pessoalA escada da beleza — subir a Deus pela beleza das criaturas (*per visibilia ad invisibilia*)"que aproveita ganhar o mundo e perder a alma?" — o tesouro que não se comprahortus conclusus — o jardim fechado, o claustro e o jardim da alma como lugar de oraçãoOs loucos por Cristo — a santa loucura que ri de sio martírio × o suicídio — morrer POR uma verdade × tirar a própria vidaO Mestre interior — "volta a ti mesmo; na interioridade do homem habita a verdade"Morrer-para-viver — o morrer-para-si para viver em CristoA Noite Escura da alma — o despojamento que se purifica até do próprio desapegoA Nuvem do Não-Saber — o Deus que se conhece desconhecendoo problema do mal — a teodiceia, e a resposta que não é um argumento, é um Crucificadoas obras de misericórdia corporais — a fé que se prova nas mãosOferecer o sofrimento — a dor unida à Cruz que deixa de ser estéril"Todos os que pegam a espada, pela espada morrerão" — a espada embainhadaotium sanctum — o ócio santo, ficar livre para Deus (*vacare Deo*)O sacramento do momento presente — Deus que se dá em cada instanteO silêncio de Deus — a Voz que fala na quietude, não no estrondoOs sonhos como fala de Deus — e o discernimentoa sucessão apostólica — a fé passada de mão em mão, por toque e presença, não só por texto

Fonte: conhecimento/conceitos/ku.md