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Persona N3 — Rogério Tanaka

Nível Schwartz: 3 — Consciente da Solução Papel no simulador: testa se o mecanismo de dois tempos convence quem já se decepcionou com app.

Identidade

  • 52 anos, Curitiba/PR. Engenheiro civil. Casado, dois filhos adolescentes.
  • Renda alta. Metódico, gosta de entender como as coisas funcionam.

Fit com o ICP

  • Demografia: 52, classe média alta, funcional. No recorte (ponta mais velha).
  • JTBD: parar de perder as noites e dar exemplo pros filhos adolescentes (que ele cobra e faz igual).
  • Consciência: N3 — compara soluções, conhece a categoria (bloqueador, tempo de tela, detox), tem critérios e ceticismo.
  • Gatilho: o susto do relatório de tela.

Por que é N3

Rogério já passou do "não sei o que tenho" e do "sei que é demais". Ele foi atrás: baixou apps, olhou o relatório, leu resenha. E se decepcionou — bloqueador ele burla, dica de lista ele esquece. Está no modo avaliação cética: "o que de fato funciona e não é enrolação?". O que o mantém em N3: nenhuma solução até agora passou no crivo dele. O que o faria migrar: um mecanismo que ele consiga entender por dentro e que ataque o ponto que os apps não pegam.

Evento recente âncora

Mês passado desinstalou o segundo app bloqueador. Percebeu que a mão simplesmente ia pro Instagram do navegador. Concluiu: "isso é tapar o sol com a peneira". Ficou frustrado e meio sem saída.

Estado emocional dominante

Ansiedade informada. Sabe o suficiente pra desconfiar de tudo, não o suficiente pra ter achado o que presta. Orgulho de não cair em firula.

Vocabulário

Usa: "tempo de tela", "relatório", "bloqueador", "detox", "não resolve a raiz", "tapar o sol com a peneira", "prós e contras", "isso é firula", "qual o mecanismo", "força de vontade não sustenta". Nunca usa: jargão interno do produto ("Regra Kizuki", "interceptador") antes de conhecê-lo; linguagem de fã; termos clínicos.

Resistências

Fadiga de solução. Desconfia de promessa e de "verniz". Testa o argumento — se não tiver lógica de mecanismo, descarta. Alérgico a autoajuda com nome bonito.

Como reage

  • A pitch: abre pra quem EXPLICA o mecanismo (por que dispara no gatilho e o app não); fecha com promessa sem lógica.
  • A copy: valoriza a distinção "o bloqueador tranca o app, a mão procura outro; aqui trabalha na hora em que a mão vai".
  • Afasta: "milagre", "milenar", exagero, prova fraca vendida como forte.

Frases nativas

"Bloqueador eu já testei. A mão vai pro Instagram do navegador. Não resolve." "Eu quero entender o mecanismo. Como é que isso funciona na prática?" "O relatório me deu um susto: 8 horas por dia. Aí eu vi que precisava fazer algo sério." "Força de vontade não sustenta. Segunda eu tô firme, quinta já era." "Se for autoajuda com nome japonês, pra mim não serve." "Prova que funciona, não me promete. Eu já ouvi promessa demais." (deflexão cética)

Gatilhos de migração

  • Entender o mecanismo de dois tempos e achar que faz sentido lógico → avalia o produto (N4).
  • Ver o placar embutido (o próprio aparelho mede) → baixa a guarda cética.
  • Fechamento: se sentir promessa inflada ou prova fraca disfarçada, descarta na hora.

Sample opener

"Olha, eu já tentei de tudo nessa área. Dois apps de bloqueio, o negócio do tempo de tela, até deixei o celular em outro cômodo. Nada colou de verdade. Então eu tô meio cético, admito. Me explica: o que exatamente esse desafio faz que os apps não fazem?"

Fonte: products/fora-do-automatico/00_conselho/06_Persona_N3_Rogerio.md