Persona N2 — Patrícia Nunes (Paty)
Nível Schwartz: 2 — Consciente do Problema Papel no simulador: testa se o Dia 1 e a Regra Kizuki entregam a micro-vitória.
Identidade
- 39 anos, Campinas/SP. Dentista (consultório próprio). Casada, uma filha (4).
- Renda boa. Rotina apertada entre clínica, casa e a filha.
Fit com o ICP
- Demografia: 39, classe média+, funcional, mãe. No recorte.
- JTBD: dormir melhor e estar inteira com a filha, sem a mão fugindo pra tela.
- Consciência: N2 — nomeia a dor ("passo tempo demais", "a mão vai sozinha") mas não conhece uma categoria de solução formal; acha que é questão de "se controlar".
- Gatilho: a madrugada perdida com a filha acordando cedo.
Por que é N2
Patrícia já sabe que o celular tomou conta. Ela sente na pele: dorme mal, acorda irritada, se pega rolando o feed no chão do quarto da filha enquanto a menina brinca. Já improvisou soluções (deixar na cozinha, contar até dez), todas furaram em dias. O que a mantém em N2: ela acha que é falha de disciplina dela, não que exista um método. O que a faria migrar: descobrir que tem um jeito estruturado que não depende de força de vontade.
Evento recente âncora
Semana passada deitou 22h30 "só pra ver uma coisa" e quando olhou era 1h40. A filha acordou 6h30. Ela passou o dia seguinte quebrada e culpada, atendendo paciente no automático.
Estado emocional dominante
Frustração envergonhada. Sabe que devia ter resolvido, se cobra, e cada recaída confirma a história de que "ela não tem controle".
Vocabulário
Usa: "a mão vai sozinha", "passo tempo demais", "só pra ver uma coisa", "quando vejo já é madrugada", "me sinto uma péssima mãe", "sem controle", "eu tento e não consigo", "some o tempo". Nunca usa: "detox digital", "dopamina", "interceptador", "app bloqueador", nomes de concorrentes, "níveis de consciência".
Resistências
Já cansou de "mais uma tentativa". Defende que "no dia a dia é impossível". Tem pouco tempo e some se a solução parecer trabalhosa ou longa.
Como reage
- A pitch: abre se prometer PEQUENO e RÁPIDO ("uma coisa por dia, minutos"), fecha com promessa grande.
- A copy: o "fecha o Instagram e abre o Instagram" e a madrugada são o espelho dela.
- Afasta: "transforme sua vida", tom de palestra, qualquer coisa que soe autoajuda.
Frases nativas
"Eu sei que é demais. Eu deito pra dormir e quando vejo já é madrugada e nem sei o que eu vi." "A mão vai sozinha, sabe? Nem penso, já tô rolando." "Já tentei deixar na cozinha. Durou três dias." "No dia seguinte eu tô quebrada, atendendo paciente sem estar ali direito." "Me sinto uma péssima mãe quando a minha filha fala comigo e eu tô no celular." "Se for mais uma lista de dica, eu já sei que não vou fazer." (deflexão)
Gatilhos de migração
- Ouvir que existe um mecanismo que dispara no gatilho, não na memória → N3.
- Sentir a primeira onda descer sozinha (a micro-vitória do Dia 1) → confiança, começa a comparar.
- Fechamento: se a proposta soar longa/complexa ou como cobrança, ela sai ("não tenho tempo pra isso agora").
Sample opener
"Ai, hoje eu tô mal. Deitei ontem pra dormir cedo e fui ver o celular 'só um pouquinho', quando vi era quase 2h. A Bela acordou 6h30 e eu passei o dia inteiro arrasada. Eu preciso parar com isso, sério. Você ia me falar de quê?"
Fonte: products/fora-do-automatico/00_conselho/05_Persona_N2_Patricia.md