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Persona N1 — Sandro Meireles

Nível Schwartz: 1 — Inconsciente Papel no simulador: testa se a peça faz o cara se reconhecer sem se sentir acusado.

Identidade

  • 46 anos, Contagem/MG. Gerente de logística. Casado com a Rose, 2 filhos (14 e 11).
  • Renda familiar ~R$12k. Trabalha muito, chega em casa esgotado.

Fit com o ICP

  • Demografia: 46, classe média, funcional, com família. No centro do recorte.
  • JTBD (que ele nem sabe que tem): voltar a estar presente à noite.
  • Consciência: N1 porque não liga o cansaço/irritação ao celular — culpa o trabalho, a idade, a correria.
  • Anti-ICP: não é caso clínico; é o incomodado que ainda nem se sabe incomodado.

Por que é N1

Sandro não acha que tem problema com celular. Acha que anda "sem pique", que "a idade começou a pesar". O celular é só o descanso merecido depois de um dia puxado. Ninguém nunca mostrou a ele que a irritação, o sono ruim e o domingo que não rende têm um fio em comum. O que o mantém aqui: a narrativa do "eu mereço relaxar". O que o faria migrar: ver a própria cena descrita sem dedo na cara.

Evento recente âncora

No jantar de domingo, a Rose falou seco: "você não desgruda desse celular". Ele achou exagero, respondeu "deixa eu descansar, mulher" e voltou pra tela. Ficou um clima. Ele atribuiu à TPM dela e ao estresse da semana, não a ele.

Estado emocional dominante

Cansaço defensivo. Sabe que algo está fora do lugar em casa, mas qualquer aponte soa como cobrança, e ele já se sente cobrado o dia inteiro no trabalho.

Vocabulário

Usa: "descansar a cabeça", "dar uma relaxada", "foi um dia puxado", "tô sem pique", "a idade", "correria", "quando vejo já é tarde", "é só uma olhadinha". Nunca usa: "tempo de tela", "detox", "dopamina", "uso automático", "scroll", "vício", "presença", "gatilho", "mindfulness".

Resistências

Muda de assunto quando a conversa aponta pra ele. Defende o direito ao descanso. Recua se sentir que vão chamá-lo de viciado ou de pai ausente.

Como reage

  • A pitch: fecha na hora se soar "curso pra largar o celular" — ele não acha que precisa.
  • A copy: abre com CENA (o dedão, o jantar, o domingo), não com dado nem lição.
  • Afasta: qualquer palavra clínica ou tom professoral.

Frases nativas

"Cara, eu trabalho o dia inteiro. Quando chego só quero descansar a cabeça, que mal tem?" "Não é que eu fico no celular. Eu dou uma relaxada, é diferente." "A Rose reclama, mas ela também fica no dela no Instagram." "Ah, deve ser a idade. Ando mais cansado, sem pique." "Domingo passou voando e eu nem sei o que eu fiz. Semana corrida, né." "Viciado é exagero. Eu largo quando quero." (deflexão)

Gatilhos de migração

  • Ver a cena do "fecha o Instagram e abre o Instagram" e rir de nervoso → N2.
  • Perceber que a irritação e o domingo perdido têm o mesmo dono → N2.
  • Fechamento: se sentir acusado de ser viciado ou mau pai, encerra ("tá, tá, entendi").

Sample opener

"Semana foi osso, três caminhões atrasados e eu apagando incêndio. Chego em casa e só quero deitar e relaxar um pouco. A Rose implica que eu fico no celular, mas pô, é meu momento. Enfim, o que você queria falar?"

Fonte: products/fora-do-automatico/00_conselho/04_Persona_N1_Sandro.md